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Orientação básica para pintura

DEFEITOS EM PINTURA

1. Descascamento
2. Desagregamento
3. Eflorescência
4. Saponificação
5. Bolhas
6. Manchas Causadas por Pingos de Chuva
7. Fissuras em Alvenaria
8. Trincas em Alvenaria
9. Manchas Amareladas em Paredes e Tetos
10. Trincas e Aderência Prejudicada em Madeiras
11. Retardamento na Secagem dos Esmaltes
12. Enrugamento e Cratera nos Esmaltes

 

  1. Descascamento
  2. O descascamento se caracteriza quando a película se destaca da superfície.

    Normalmente este fenômeno é causado pela presença de quantidade excessiva de pó na superfície antes da aplicação da tinta. Este pó pode ser proveniente de uma superfície de reboco mal preparada ou, no caso de uma repintura, uma camada muito antiga de tinta calcinada, já descascando ou mesmo a pintura sobre caiação. A aplicação de tinta diluída incorretamente (pouco diluída) também gera este problema.

    Existe ainda, a possibilidade de o descascamento ser causado pela diferença de umidade na superfície, o que pode ser notado analizando o local descascando e verificando se está úmido ou mesmo molhado. Caso este seja a causa do problema, antes de proceder à correção do descascamento, deve ser feita a eliminação da causa da umidade, aguardando a secagem da superfície para iniciar o sisitema de correção.

    Correção
    Todas as partes soltas ou mal aderidas devem ser removidas da superfície com espátula ou escova de aço.

    Uma vez eliminadas as partes soltas deve-se proceder ao sistema de correção e repintura como descrito no link; "Repintura em Alvenaria - Mau Estado", do menu "Sistemas de Pintura" deste site.

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  3. Desagregamento
  4. A película de tinta se destaca da superfície juntamente com a massa de nivelamento e/ ou argamassa do reboco, que se apresentam esfareladas. Este é um problema causado em função de penetração positiva ou negativa de umidade na superfície, ou ainda pela aplicação de tinta sobre superfície de reboco não curado (antes de 30 dias de cura).

    Antes de proceder à correção do problema, caso exista umidade negativa deve ser feita a eliminação da sua causa, aguardando a secagem da superfície para iniciar o sistema de correção.

    Correção
    Todas as partes soltas, inclusive massa corrida e reboco, devem ser eliminadas com escova de aço e/ou espátula.

    Caso existam imperfeições profundas na superfície (maiores do que 3 mm de profundidade), deverão ser corrigidas com argamassa de cimento e areia (1 parte de cimento para 3 partes de areia). A continuidade do processo de correção deverá aguardar a cura de 30 dias dos eparos de argamassa.

    Assim como no caso do descascamento uma vez feitos os reparos e a preparação inicial da superfície, deve ser seguido o sistema "Repintura em Alvenaria • Mau Estado" deste site.

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  5. Eflorescência
  6. São manchas esbranquiçadas na camada de tinta gerada pelo arraste de sais alcalinos à superfície pintada por presença de umidade ou pintura sobre reboco não curado.

    Mais uma vez, lembramos que antes de proceder à correção do problema, deve ser avaliada a presença de umidade negativa, eliminando-a totalmente, caso exista.

    Correção
    Se houver apenas disposição superficial de sais, gerando manchas brancas, deve-se apenas limpar a superfície com água para eliminá-las.

    Se o esbranquiçamento não for removido com uma simples limpeza com água, deve-se lixar a superfície, eliminar o pó e proceder a pintura como descrito no link; "Repintura em Alvenaria • Mau Estado" deste site.

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  7. Saponificação
  8. É a destruição da camada de tinta látex causada pela excessiva alcalinidade de certos tipos de superfícies.
    Este problema é agravado pela presença de umidade no substrato.

    Assim como no caso da eflorescência, também surgem manchas esbranquiçadas na camada de tinta.

    Este é um fenômeno mais comumente encontrado nas tintas com baixa resistência a alcalinidade, como os látex do tipo PVA e os esmaltes sintéticos, que sofrem um efeito conhecido como: "Retardamento Indefinido de Secagem", tratado em um link específico do menu "Defeitos em Pintura".

    Constatada a presença de umidade, elimina-la por completo antes de prosseguir para a correção.

    Correção
    A camada de tinta destruída deve ser totalmente removida com escova de aço, espátula e lixamento.

    Após a eliminação da camada destruída de tinta deve-se proceder ao sistema de correção e repintura como descrito no link; "Repintura em Alvenaria • Mau Estado" no menu "Sistemas de Pintura" deste site.

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  9. Bolhas
  10. O surgimento de bolhas na camada pintada pode ter várias causas diferentes, mas sempre relacionadas à aderência da tinta à superfície. A aplicação de massa corrida em áreas sujeitas ao contato com água.

    Neste caso, a massa corrida não suporta a presença de água, absorvendo-a grande quantidade e, praticamente desmanchando. A grande quantidade de água absorvida, ao tentar sair na forma de vapor, "empurra" a tinta, formando as bolhas.

    Pintura sobre superfície pulverulenta.
    A presença de pó na superfície pintada prejudica a aderência da tinta e, a umidade absorvida naturalmente pela superfície ao evaporar e abandonar o substrato novamente "empurra" a película da tinta que, mal aderida à superfície, estica formando as bolhas.

    Repintura sobre tinta muito antiga ou de má qualidade.
    A nova tinta, quando aplicada sobre uma camada anterior mau aderida à superfície, umedece-a fazendo com que o problema seja revelado e as bolhas apareçam.

    Repintura sem lixamento prévio.
    Se houver falta de lixamento e a camada anterior apresentar brilho, não haverá aderência adequada na nova tinta, o que acarretará bolhas.

    Correção
    A parte afetada deve ser raspada e lixada e, caso tenha sido aplicada massa corrida indevidamente em áreas molháveis, esta deve ser totalmente eliminada. Após esta etapa, deve-se proceder ao Sistema de Correção e Repintura como descrito no link; "Repintura em Alvenaria • Mau Estado". No menu "Sistemas de Pintura" deste site.

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  11. Manchas Causadas por Pingos de Chuva
  12. Estas manchas são materiais solúveis presentes na tinta, que são trazidos à superfície quando a camada recém aplicada é submetida a umidade do meio e a ação de pingos isolados de água, o que ocorre em chuvas muito leves, garoas e sereno e ou mesmo respingos de água de uma limpeza doméstica.

    Estas manchas ocorrem, normalmente com tintas a base de água, sendo mais facilmente notadas nas cores escuras, muito embora possa ocorrer com qualquer cor.

    Correção
    A superfície pintada deve ser imediatamente lavada com água em abundãncia e de maneira uniforme.

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  13. Fissuras em Alvenaria
  14. São trincas rasas e descontínuas, que surgem na superfície em função de aplicação de camada muito espessa da massa corrida ou massa fina, ou ainda de utilização de cal insuficientemente hidratado na preparação da argamassa.

    Além de prejudicarem estéticamente a edificação, também comprometem a integridade da pintura uma vez que as fissuras permitem a maior absorção da água pelo substrato, o que poderá levar a problemas como efrorescência ou saponificação da pintura.

    Correção
    A superfície pintada deve ser limpa e todas as eventuais partes soltas eliminadas;
    Aplicar uma demão de Fundo Preparador de paredes pronto para uso. Aplicar um impermeabilizante acrílico, de acordo com as instruções do fabricante; aplicar o acabamento adequado que poderá ser o Acrílico ou Látex.

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  15. Trincas em Alvenaria
  16. As trincas dinâmicas tem, normalmente uma dimensão maior do que as fissuras.
    Além de não serem descontínuas, surgem em função de movimetações das estruturas.

    Correção
    A trinca deve ser aberta com qualquer tipo de ferramenta que possibilite a obtenção de um perfil final em forma de "V" com aproximadamente 1 cm. de profundidade no interior da trinca e numa área e 10 cm. para a direita e para a esquerda da trinca aberta, onde deverá ser aplicado fundo preparador de parede pronto para uso. Aplicar duas demãos de impermeabilizante acrílico intercalados pela colocação de uma tela de poliester de 20 cm. de largura, centralizada pela trinca, o trabalho de reparo deve ser disfarçado de acordo com acabamento desejado, utilizando-se para este fim; massa acrílica, tinta acrílica ou textura acrílica.

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  17. Manchas Amareladas em Paredes e Tetos
  18. São manchas causadas pela presença de nicotina proveniente de fumaça de cigarros, gordura (nas cozinhas), ou algum tipo de óleo, que pode ser proveniente de placas de gesso utillizadas como forros nos tetos.
    Em todos os casos, proceder uma limpeza com limpador a base de amoniaco (do tipo multiuso) e repintar.

    Nos casos em que as manchas persistam, o que pode acontecer na pintura de forros de gesso, deve ser contatado o Nº: 0800 55 40 37 antes de pintar.

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  19. Trincas e Aderência Prejudicada em Madeiras
  20. As trincas e o descascamento em superfícies de madeira, têm origem, principalmente na utilização de produtos inadequados na sua preparação ou pintura. A utilização de tintas látex como seladoras ou de massa corrida para nivelamento de madeira dão origem a estes defeitos, uma vez que não possuem aderência e flexibilidade necessárias para aplicação nesse tipo de substrato. A pintura executada em temperaturas abaixo de 10ºC ou com umidade do ar acima de 85% também pode gerar trincas e má aderência da tinta de acabamento.

    Correção
    Toda a tinta trincada e mal aderida bem como massa de nivelamento, devem ser eliminadas com espátulas e lixamento. A seguir deve-se proceder a repintura como descrito no link "Repintura em Madeira • Mau Estado".

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  21. Retardamento na Secagem dos Esmaltes
  22. O fenômeno de retardamento de secagem ocorre quando há saponificação da resina presente na tinta, em alguns casos pode ser percebido o aparecimento de manchas na pintura ou, até mesmo escorrimento de óleos na camada de tinta.

    Os esmaltes sintéticos podem sofrer este efeito por dois motivos principais:

    • Pintura sobre certos tipos de madeira ricas em resinas naturais (não secas), que podem migrar para a superfície gerando o problema; madeiras contaminadas por produtos químicos, como soda cáustica, utilizados para limpeza; madeira tratada com óleo de linhaça.
    • Pintura com esmalte sintético diretamente sobre superfícies de alvenaria em geral.
      Estas superfícies apresentam elevado índice de alcalinidade, o que provoca a saponificação da resina alquídica, componente dos esmaltes, do caráter ácido.

    Correção
    Antes da repintura toda a camada afetada deve ser removida com espátula ou escova de aço.

    A madeira deverá ser limpa com solvente orgânico (thinner), aplicado sobre a superfície até sua saturação para que, no momento de sua evaporação, carregue consigo as resinas ou óleos contaminados. Esta operação deve ser repetida tantas vezes quantas forem necessárias para que a madeira se apresente seca (sem resina ou óleo). Madeiras contaminadas por soda cáustica deverão ser limpas com água em abundância (de acordo com o tipo de madeira este procedimento não deve ser tomado, sob risco de seu empenamento). No caso de utilização de esmaltes sintéticos sobre superfícies de alvenaria, antes de sua aplicação deve ser feita a pintura da superfície com um produto selador ou mesmo tinta de acabamento acrílicos, para que o esmalte não sofra o ataque de alcalinidade da superfície. Uma vez tomados estes cuidados iniciais, basta aplicar esmalte sintético de acordo com as instruções das embalagens.

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  23. Enrugamento e Cratera nos Esmaltes

    1. Enrugamento nos Esmaltes
    2. É o surgimento de ondulações sobre as camadas de tinta, gerado pelo acúmulo de material proveniente de aplicaçao de camada excessivamente espessa de tinta, tinta mal diluída ou pintura sobre superfície muito quente.

      Correção
      Toda a camada afetada deve ser eliminada e limpa. A superfície deve ser repintada de acordo com o descrito nos "Sistemas de Pintura" deste site.

    3. Crateras nos Esmaltes
    4. As crateras são formadas pela presença de espuma na tinta durante a aplicação. Quando as bolhas de ar da espuma estouram, ocorre a formação das crateras. As bolhas e ar podem se formar por agitação excessiva da tinta antes da aplicação, pintura com rolo executada rapidamente, uso de rolo de lã com pelos muito longos. Superfícies sujas com óleo ou graxas também contribuem para este fenômeno.

      Correção
      A camada afetada deve ser lixada adequadamente até que se apresente uniforme ou, nos casos extremos, deve ser removida. Repintar de acordo com as instruções da embalagem !

 

 
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